UE devem enfrentar impacto da migração em nível social e de emprego

Agência EFE

BRUXELAS - Os chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) pedirão nesta sexta-feira que os países tomem medidas para enfrentar o impacto da imigração em nível social e de emprego, segundo conclusões que devem adotar hoje.

Os líderes da UE destacarão, em particular, a necessidade de "abordar o impacto, tanto social quanto no âmbito do emprego, da migração de cidadãos de outros países, no contexto das propostas da Comissão Européia (órgão executivo da UE) relativas a uma política comum sobre a migração".

O texto destacará que a imigração econômica "pode desempenhar um papel no momento de dar resposta às necessidades do mercado de trabalho e contribuir para reduzir a escassez de trabalhadores qualificados".

O Conselho Europeu pedirá também que os países tomem medidas para melhorar os níveis de ensino dos alunos imigrantes, para favorecer sua integração.

Os líderes também incentivarão a Comissão Européia a levar em conta em sua agenda social renovada as novas realidades sociais e trabalhistas, e a abordar assuntos como juventude, educação, imigração, demografia e diálogo intercultural.

Além disso, incidirão na importância de combater a pobreza e a exclusão social, e para isso pedirão que os países utilizem "todos os instrumentos e meios disponíveis".

Para favorecer o acesso ao mercado de trabalho, a cúpula pedirá também que os países adotem medidas "para reduzir consideravelmente o número de jovens que não sabem ler corretamente e os números de abandono escolar prematuro" entre os alunos de origem imigrante ou procedentes de grupos desfavorecidos.

Também pedirão que a CE apresente uma avaliação das necessidades de trabalhadores qualificados até 2020, devido à crescente escassez em diferentes setores.

Ressaltarão também a necessidade de atrair mais adultos para a educação e a formação permanente, assim como impulsionar uma maior participação da população ativa.

O Conselho Europeu pedirá aos países que apliquem políticas de "flexiguridade", conceito que pretende conciliar a flexibilidade e a segurança no mercado de trabalho, prestando especial atenção ao emprego dos jovens e das pessoas com deficiência.