Monges budistas que tentaram suicídio no Tibet estão em estado grave

Agência EFE

KATMANDU - Dois monges budistas permanecem em estado crítico após cortarem os pulsos em sinal de 'desespero' perto da capital do Tibete, Lhasa, enquanto continuam os protestos locais contra a China, segundo uma fonte das autoridades tibetanas citada hoje pela emissora 'Radio Free Asia'.

Os monges, Kalsang e Damchoe, cortaram também o peito e as mãos. Os dois foram levados a uma clínica situada em um mosteiro.

- Há muitos outros monges que se feriram em sinal de desespero, e os protestos continuam dentro do mosteiro (de Drepung)- disse a fonte ao serviço tibetano da emissora americana.

Outra fonte disse que é pouco provável que os monges que tentaram se suicidar sobrevivam. Enquanto isso, líderes religiosos budistas de outro mosteiro de Lhasa decidiram iniciar uma greve de fome contra a presença chinesa em território tibetano.

Em outros pontos do Tibete, também houve manifestações contra as autoridades chinesas.

A onda de protestos começou em 10 de março, dia em que se lembrava os 49 anos da revolta fracassada liderada pelo Dalai Lama contra a ocupação chinesa. Em Lhasa, a Polícia chinesa abriu fogo contra os manifestantes e dezenas de monges foram detidos, segundo esta fonte.