Human Rights Watch pede que China, Índia e Nepal permitam protestos

Agência EFE

WASHINGTON - O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) reivindicou nesta sexta-feira aos Governos da China, Índia e Nepal que permitam a realização pacífica de manifestações em favor do Tibete e libertem as pessoas detidas nos protestos dos últimos dias.

Sophie Richardson, diretora da HRW para a Ásia, disse em comunicado que 'em vez de prender manifestantes pacíficos por que os Governos não se reúnem com eles e tentam responder a seus pedidos?'.

A declaração de Richardson aconteceu antes que se soubesse hoje que pelo menos dois manifestantes morreram em Lhasa, a capital tibetana, em conseqüência dos disparos efetuados pela Polícia chinesa.

No dia 10 de março centenas de monges budistas começaram a se manifestar no Tibete para comemorar o aniversário da rebelião de 1959 contra as autoridades de Pequim.

Essa rebelião acabou com a fuga para o exílio de cerca de 100.000 tibetanos, entre eles seu líder espiritual, o Dalai Lama, que vive em Dharamshala, no estado indiano de Himachal Pradesh (norte).

O HRW disse que os monges, procedentes dos mosteiros Drepung e Sera, também se manifestaram nas ruas de Lhasa para protestar contra as restrições religiosas impostas por Pequim e pedir a libertação dos monges detidos.

Richardson afirmou que 'as manifestações pacíficas são protegidas pelas leis internacionais e locais, devendo ser permitidas, não reprimidas violentamente'.

- As ruas da capital tibetana estão sendo testemunhas da maior onda pacífica de dissidência contra o controle chinês nas últimas duas décadas.

O que é incomum é a dura repressão de protestos similares na Índia e Nepal, o que faz pensar que a China está pressionando estes países para silenciar os tibetanos - acrescentou Richardson.