Governo tibetano no exílio pede mediação da comunidade internacional

Agência EFE

NOVA DÉLHI - O Governo tibetano no exílio reivindicou nesta sexta-feira a mediação da comunidade internacional, após os distúrbios registrados no centro da capital do Tibete, Lhasa, nos quais várias pessoas ficaram feridas.

Em declarações à Agência Efe, um porta-voz da Administração Central Tibetana, com sede no norte da Índia, Thupten Samphel, pediu que as autoridades chinesas tomem uma postura 'moderada' ao enfrentar os protestos, e denunciou o lançamento de gás lacrimogêneo pela Polícia chinesa.

- Começou como um protesto pacífico e não deve ser resolvido com mão de ferro - disse o porta-voz.

Samphel disse desconhecer se houve mortos nos confrontos com os agentes, mas confirmou que vários tibetanos ficaram feridos.

A vice-presidente da Associação de Mulheres Tibetanas, B. Tsering Yeshi, disse à Efe que os tibetanos no exílio estão 'muito preocupados' com os distúrbios em Lhasa.

- Esta é uma clara indicação de que as pessoas ali não estão felizes - acrescentou Tsering.

Turistas americanos em Lhasa informaram sobre tiroteios nas ruas da cidade, enquanto diversas lojas ao longo de duas das principais ruas da cidade e ao redor do templo de Jokhang, do mosteiro de Ramogia e do mercado de Chomsigkang foram incendiadas.

Os incidentes na capital tibetana começaram com os protestos que ocorrem desde 10 de março, protagonizados por monges budistas por causa do aniversário da fracassada rebelião tibetana contra a ocupação chinesa em 1959, que causou a ida ao exílio do Dalai Lama.