Governo envia aviões para buscar turistas belgas seqüestrados

Agência EFE

GUATEMALA - O Governo da Guatemala enviou aviões das forças especiais da Polícia Nacional Civil (PNC) para buscar os quatro turistas belgas e seu guia seqüestrado nesta sexta-feira por um grupo de camponeses.

Ricardo Gatica, porta-voz do Ministério guatemalteco de Governo Interior, disse que 'por ordens do presidente Álvaro Colom, foram enviados três contingentes de forças especiais da PNC por aviões'.

- A presença das forças de segurança não pretende nenhuma ação de resgate nem enfrentamento com os camponeses e sim negociar com os líderes para conseguir a libertação dos turistas belgas - precisou Gatica.

Um grupo de camponeses guatemaltecos pegaram hoje como reféns quatro turistas belgas e seu guia, para exigir às autoridades a libertação de um de seus líderes, identificado como Ramiro Choc, que se encontra detido desde 14 de fevereiro por delitos de usurpação, roubo e detenção ilegal.

Os camponeses pertencem ao mesmo grupo que em fevereiro passado retiveram por mais de 33 horas 29 agentes da PNC, no município de Livingston.

Guatemala, 14 mar (EFE).- O Governo da Guatemala enviou aviões das forças especiais da Polícia Nacional Civil (PNC) para buscar os quatro turistas belgas e seu guia seqüestrado nesta sexta-feira por um grupo de camponeses.

Ricardo Gatica, porta-voz do Ministério guatemalteco de Governo Interior, disse à Agência Efe que 'por ordens do presidente Álvaro Colom, foram enviados três contingentes de forças especiais da PNC por aviões'.

- A presença das forças de segurança não pretende nenhuma ação de resgate nem enfrentamento com os camponeses e sim negociar com os líderes para conseguir a libertação dos turistas belgas - precisou Gatica.

Um grupo de camponeses guatemaltecos fizeram de reféns quatro turistas belgas e seu guia, para exigir às autoridades a libertação de um de seus líderes, identificado como Ramiro Choc, que se encontra detido desde 14 de fevereiro por delitos de usurpação, roubo e detenção ilegal.

Os camponeses pertencem ao mesmo grupo que em fevereiro passado retiveram por mais de 33 horas 29 agentes da PNC, no município de Livingston.

Os turistas seqüestrados foram identificados como Eric Stosstris, de 62 anos, sua esposa Jenny, de 59; e o casal Gabriel Van Huysse, de 64 e Mary Paul, de 62.

Segundo os registros da companhia local de turismo Guayacán Tours, os quatro são originais de La Gantoise, Bélgica.

Também foram seqüestrados o guia turístico, Mauricio Dubón, e o dono de uma lancha local que os transportava pelas águas do Rio Doce, no departamento de Izabal, a 250 quilômetros ao nordeste da capital guatemalteca.

Segundo a PNC, os belgas foram seqüestrados por membros do autodenominado 'Encontro Camponês'.

Um dos líderes dos camponeses, identificado com o nome de Juan, em declarações pelo telefone à rádio local 'Emissoras Unidas', disse que os turistas se encontram bem e que pediram a eles para se solidarizarem com a causa e os ajudar.

O camponês afirmou que não os soltarão até que o Governo tenha liberado o líder Ramiro Choc que, segundo ele, foi capturado "ilegalmente'.

Segundo Juan, o embaixador da Bélgica na Guatemala já foi comunicado.

- Explicamos nossa situação e pedimos a sua solidariedade', informou.

Até o momento, a delegação belga na Costa Rica, que também tem competência na Guatemala, não se pronunciou a respeito.

Ronaldo Robles, secretário de Comunicação da Presidência, disse à imprensa que o Governo não tolerará ações de força por parte dos camponeses, e exigiu a imediata libertação dos reféns.

Segundo a imprensa local, os camponeses seqüestradores se movimentam, junto a seus reféns, pelas montanhas do norte de Izabal para evitarem ser localizados pelas forças de segurança.