Chanceler austríaco exige libertação imediata de reféns na Tunísia

Agência EFE

BRUXELAS - O chanceler austríaco, Alfred Gusenbauer, exigiu nesta sexta-feira a libertação 'imediata e sem condições' de dois turistas austríacos seqüestrados em 22 de fevereiro pela organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI).

Gusenbauer disse ao chegar para a cúpula da União Européia (UE) que deve colocar o assunto a seus colegas europeus, e acrescentou que o ocorrido é 'um ato de violência contra a Áustria, um país tranqüilo que não realizou nenhum ataque contra outro Estado'.

- A Áustria não pode cumprir as exigências dos seqüestradores - disse o chanceler austríaco.

Gusenbauer disse que seu país está trabalhando 'estreitamente com todas as autoridades da região' para garantir 'a saúde e a vida' dos reféns.

Além disso, o chanceler afirmou que fez uma chamada aos seqüestradores para libertar os austríacos.

- Somos um país pacífico, não realizamos nenhum ato hostil - acrescentou.

O Governo austríaco confirmou ontem que recebeu um ultimato dos seqüestradores de dois turistas dessa nacionalidade na Tunísia, que ameaçam matar os reféns se Argélia e Tunísia não libertarem em três dias todos os membros presos da AQMI.

Wolfgang Ebner, um assessor fiscal de 51 anos, e sua namorada, Andrea Kloiber, uma enfermeira de 43 anos, chegaram em 10 de fevereiro à Tunísia, onde ficariam até 1º de março.

A televisão catariana 'Al Jazira' tinha emitido esta semana uma fita de áudio na qual um suposto porta-voz da AQMI anunciava o seqüestro dos dois turistas austríacos.