Assassino da amante grávida se desculpa chorando diante de familiares

Agência EFE

WASHINGTON - Um ex-policial culpado de matar sua amante grávida de nove meses pediu perdão entre lágrimas à família da jovem perante o tribunal que opinará se deve ser condenado à morte, informa hoje a imprensa local.

Um júri da cidade de Canton (Ohio) declarou Bobby Cutts, de 30 anos, culpado no dia 15 de fevereiro por duplo homicídio, pela morte de Jessie Marie Davis e da filha que esperavam. A condenação ainda será decidida.

Cutts apontou hoje durante a audiência que o ocorrido "foi um pesadelo" que o "perseguirá" pelo resto de seus dias.

O processado, casado com outra mulher, mantinha uma relação sentimental com Davis, de 26 anos, com a qual já tinha um filho de dois anos chamado Blake.

- Imaginar que fui responsável da morte de Jessie, a mãe do meu filho, e da filha que esperávamos, vai além de qualquer palavra que possa dizer - declarou Cutts.

Além disso, o ex-agente policial agradeceu à família da mulher por cuidar da criança que tinha com Davis.

O veredicto do caso será decidido pelo próprio júri de doze pessoas de raça branca que declarou culpado o afro-americano Cutts.

As opções da condenação de Cutts vão desde a pena de morte até cadeia perpétua sem liberdade condicional, ou prisão com a possibilidade de solicitar a condicional dentro de 20, 25 ou 30 anos.

Apesar de Cutts ter afirmado durante a sessão judicial, no início de fevereiro, que a morte de Davis foi um acidente, a promotoria sustentou que o jovem pôs fim à vida da mulher para evitar pagar a manutenção do que seria seu quarto filho.

O ex-agente policial argumentou que, no meio de uma briga com Davis em casa, bateu em sua garganta por acidente, ação que gerou sua morte, sem que ele pudesse fazer nada para reanimá-la.

Assustado por isso, Cutts declarou que introduziu o corpo sem vida da jovem enrolado em um tapete no interior de seu caminhão e o abandonou em um parque para que o filho do casal, que se encontrava no lar, não visse o que tinha acontecido.