Sunitas qualificam de 'vergonhosas' charges de Maomé

Agência EFE

CAIRO - A principal instituição sunita do mundo, a Al-Azhar, qualificou de 'conduta vergonhosa' a nova publicação de charges do profeta Maomé na imprensa da Dinamarca e da Holanda em comunicado publicado hoje na imprensa egípcia.

Na nota, assinada pelo xeque Mohamed Sayed Tantawi, máxima autoridade da instituição, a entidade condenou as charges porque "a liberdade de expressão não significa ferir os demais".

- A Al-Azhar, junto com outras instituições religiosas do Egito, condena o que alguns meios de comunicação dinamarqueses fizeram, ao voltar a publicar as caricaturas, consideradas ofensivas para o profeta - afirma o texto.

- Que a paz esteja com ele (Maomé), assim como com os muçulmanos e o Islã - acrescenta.

A imprensa dinamarquesa voltou a publicar recentemente as polêmicas charges do profeta Maomé, cuja divulgação, em 2005, gerou uma onda de protestos no mundo muçulmano, que incluiu o boicote de produtos dinamarqueses e terminou com mais de cem mortos em diferentes países.

Dezesseis jornais voltaram a divulgar as caricaturas depois que se descobriu um plano para assassinar um dos chargistas.