Sessão para escolher presidente libanês é adiada para 26 de fevereiro

Agência EFE

BEIRUTE - A sessão parlamentar para escolher o novo presidente do Líbano foi adiada para 26 de fevereiro, anunciou hoje o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, segundo a governamental 'Rádio Líbano'.

O adiamento da sessão, prevista para a próxima segunda-feira, é o 14º desde que Émile Lahoud deixou a Presidência do país, em 24 de novembro passado, quando concluiu seu mandato.

A nota, divulgada pela Secretaria do Parlamento, explica que a decisão de adiar mais uma vez a eleição é porque 'as divergências persistem, apesar da mediação árabe'.

A notícia coincide com o final da visita a Beirute do secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, para mediar entre os partidos libaneses na crise presidencial e conseguir um acordo sobre a iniciativa árabe.

A proposta da Liga Árabe consiste em três pontos: a aprovação de um candidato de consenso à Presidência, a formação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral.

Segundo a governamental 'Rádio Líbano', Moussa, que não deu declarações, deixou o país esta manhã com otimismo moderado, e voltará em breve ao Líbano.

O porta-voz de Nabih Berri, Ali Hamedan, disse que Moussa propôs em suas reuniões com a maioria parlamentar e a oposição que o Governo seja dividido em três, com dez ministros nomeados pelo Executivo, dez pela oposição e outros dez pelo presidente.

Segundo Hamedan, a maioria aceitou esta fórmula, mas 'serão necessários mais acordos neste assunto'.

Fontes ligadas a Moussa disseram à 'Rádio Líbano' que os participantes das reuniões estão de acordo em aceitar o chefe do Exército, Michel Suleiman, como candidato à Presidência, mas continuam discordando sobre a formação do Governo de união nacional e a distribuição das pastas.