Inquérito judicial sobre morte de Jean Charles começa em setembro

Agência EFE

LONDRES - O inquérito judicial sobre a morte do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, executado por agentes da Scotland Yard ao ser confundido com um terrorista suicida, começa em setembro, informaram hoje fontes judiciais.

Durante audiência realizada hoje em Londres, o juiz de instrução de Southwark (ao Sul da capital britânica), John Sampson, nomeou o letrado Michael Wright, seu subordinado direto no juizado, para comandar o inquérito.

- A investigação, que deve durar até três meses, está prevista para começar em 22 de setembro - disse Sampson, citado pela agência britânica de notícias "PA".

Assistiram à audiência parentes de Jean Charles e sua advogada, Harriet Wistrich, assim como representantes da campanha Justice4Jean, que pressionaram para que a investigação começasse rapidamente.

A família do brasileiro sempre afirmou que um inquérito judicial sobre o episódio poderia revelar como o eletricista foi morto. A investigação será realizada no juizado de Southwark, acrescentaram as fontes.

Jean Charles, de 27 anos, foi executado a tiros por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard em 22 de julho de 2005 na estação de metrô de Stockwell (Sul de Londres), que o confundiram com um dos terroristas que tinham tentado cometer um atentado na véspera na capital britânica.

Em novembro, um tribunal declarou culpada a Scotland Yard em seu conjunto por descumprir a legislação do Reino Unido sobre prevenção de riscos trabalhistas em relação à morte do jovem, mas a Promotoria britânica descartou processar os agentes individualmente pelo caso.

Além disso, nenhum dos quinze policiais envolvidos na morte do jovem será punido.