Governo do Paquistão estuda relatório da Scotland Yard sobre Bhutto

Agência EFE

LAHORE - O Governo do Paquistão está estudando o relatório feito por especialistas da Polícia britânica sobre as causas da morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto em um atentado suicida cometido em 27 de dezembro.

A equipe da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) entregou hoje ao Ministério do Interior paquistanês o relatório sobre o atentado no qual Bhutto morreu, informou um porta-voz da embaixada britânica em Islamabad.

Neste momento, as autoridades paquistanesas estão analisando as conclusões da investigação da equipe britânica, disse uma fonte governamental citada pela imprensa paquistanesa.

Uma cópia com os resultados das investigações foi entregue ao presidente paquistanês, Pervez Musharraf, ao viúvo de Benazir, Asif Ali Zardari, e ao filho da ex-premiê e atual presidente do Partido Popular do Paquistão (PPP), Bilawal.

Farhatullah Babar, porta-voz do opositor PPP, antes liderado por Benazir, disse que sua formação política não recebeu o texto, por isso não estão 'em disposição de fazer comentários', segundo o canal de televisão 'Geo TV'.

Bhutto foi assassinada em um atentado, no qual morreram outras 20 pessoas, em 27 de dezembro, após participar de um comício na cidade paquistanesa de Rawalpindi, perto de Islamabad.

O jornal americano 'The New York Times' revelou hoje em seu site que a equipe da Scotland Yard concluiu que a líder opositora paquistanesa morreu por causa de um golpe na cabeça, devido à força da explosão e não devido a ferimentos de bala.

Segundo o jornal, o relatório da Polícia britânica também estabelece que só houve um homem armado que atirou contra Bhutto e depois detonou sua carga explosiva.

Os especialistas britânicos passaram várias semanas no Paquistão em janeiro deste ano investigando o local do atentado, falando com testemunhas e analisando a arma usada para atirar contra Bhutto, com a missão de determinar a causa da morte.

Essas conclusões coincidem com as oferecidas após o atentado pelo Ministério do Interior paquistanês, que foram rejeitadas pelo PPP e pela família de Bhutto, que insistiram em que a opositora morreu devido aos tiros.