Polícia argelina aborta plano para assassinar ministra

Agência EFE

ARGEL - Os serviços de informação argelinos abortaram um plano preparado pela organização terrorista Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) para seqüestrar e assassinar a ministra de Cultura do país, Khalida Toumi, informa hoje o jornal árabe Annahar.

As forças de segurança detiveram na semana passada em um bairro de Argel um importante membro do grupo, cuja identidade não foi divulgada, que estava de posse de um documento detalhado com todos os aspectos da operação contra a ministra, segundo a fonte.

O interrogatório do detido permitiu descobrir todos os detalhes do plano para assassinar Toumi.

Após os atentados de 11 de dezembro em Argel, o ministro de Interior argelino, Yazid Zerhouni, anunciou que, em uma operação contra as redes do AQMI, as forças de segurança tinham descoberto uma lista com alvos de próximos atentados suicidas.

Os agentes encontraram ainda nomes de personalidades que poderiam ser vítimas de seqüestro ou assassinato.

Militante feminista conhecida por suas posições anti-fundamentalistas, Khalida Toumi já foi ameaçada de morte no início da década de 90 pelo Grupo Islâmico Armado (GIA).

Ex-dirigente do partido Reagrupamento pela Cultura e a Democracia (RCD), entrou no Governo em 2001, onde desempenhou os cargos de ministra da Comunicação, porta-voz do Executivo e ministra de Cultura.

É a única mulher à frente de um Ministério no Governo do primeiro-ministro argelino, Abdelaziz Belkhadem.