McCain é vaiado por conservadores por posição sobre imigrantes ilegais

Agência AFP

WASHINGTON - O senador John McCain, atual favorito na disputa pela candidatura republicana à Casa Branca, foi vaiado nesta quinta-feira por uma platéia conservadora, ao justificar seu apoio à reforma migratória, embora depois também tenha sido aplaudido por prometer que vai priorizar a segurança na fronteira.

Em discurso em uma convenção conservadora em Washington, McCain tentou mostrar, com vários exemplos, que defendeu os interesses desta ala do Partido, que lhe deu as costas até agora nas primárias, preferindo Mike Huckabee ou Mitt Romney. Este último anunciou a retirada de sua candidatura neste mesmo encontro, momentos antes.

Foi o próprio senador, de 71 anos, que pôs sobre a mesa a questão dos dois projetos de reforma migratória que apoiou nos últimos dois anos. Ambos previam a regularização de milhões de ilegais e foram bloqueados, justamente, pela oposição do braço conservador de seu partido.

Quando começou a falar "na questão da imigração clandestina...", McCain foi imediatamente vaiado por várias pessoas na sala, enquanto uma minoria tentava abafar os protestos com aplausos.

O congressista, que agora tem apenas Huckabee como adversário, deixou o público expressar sua opinião, sem se abalar, e retomou o discurso. - Uma posição que, evidentemente, continua causando a oposição sonora de vários conservadores - ironizou, antes de justificar sua posição.

- Eu me mantive firme, apesar de saber que poria minha campanha em perigo - declarou aos participantes, ao mesmo tempo em que disse "respeitar sua oposição".

- Sei que a grande maioria das críticas está baseada no princípio de defender a lei - ressaltou.

- Aceito e prometo que darei a mais alta prioridade para garantir a segurança das nossas fronteiras - frisou, conseguindo, finalmente, os aplausos que se sobressaíram às vaias.

- Somente depois que conseguirmos um amplo consenso para que nossas fronteiras sejam seguras, trataremos dos outros aspectos do problema, de uma maneira que respeite a lei e não provoque uma nova onda de imigração ilegal - insistiu, ainda sob aplausos.