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Índia: crescimento do PIB perde sentido se não chegar aos pobres

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Agência EFE

NOVA DÉLHI - O ministro de Finanças da Índia, P. Chidambaram, afirmou neste sábado que o grande crescimento econômico experimentado por seu país nos últimos anos "não faz sentido" caso não chegue "à base da pirâmide" social. Chidambaram, citado pela agência 'PTI', disse que o crescimento do PIB nos últimos três anos, que passou de 7,5% para 9,6%, também tem que repercutir em "uma grande parte da população".

O ministro de Finanças também afirmou que seu Gabinete está "preocupado" com a metade da população da Índia que não tem contas bancárias.

"O coração de uma economia é o sistema financeiro e o latido da economia é o sistema bancário", declarou.

Chidambaram também pediu que as ONGs contribuam para aliviar a pobreza no gigante asiático. O positivo crescimento macroeconômico da Índia não impede que 24% de seu 1,1 bilhão de habitantes viva abaixo da linha de pobreza, indicam informações oficiais.

A situação é especialmente preocupante no terço que fica no norte do país, especialmente nos estados de Bihar e de Uttar Pradesh, a região mais povoada da Índia, com mais de 166 milhões de habitantes. Estas também são as regiões com uma menor taxa de alfabetização, e muitos de seus aldeões se vêem obrigados a emigrar para grandes cidades do país.