Kennedy diz que continua a ser amigo do casal Clinton

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WASHINGTON - O senador americano Edward Kennedy pode ter dado apoio ao democrata Barack Obama na corrida pela Casa Branca, mas, segundo disse, isso não significa que guarde alguma mágoa em relação a seus velhos amigos Hillary e Bill Clinton.

- De forma nenhuma. Não sou contra os Clinton. Sou a favor de Barack Obama - afirmou Kennedy, irmão do presidente John F. Kennedy, assassinado quando estava no poder.

- Eu disse que sou a favor de Barack Obama. No entanto, darei apoio à senadora Hillary ou ao senador Edwards (John Edwards) caso conquistem a vaga do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA. O mais importante é que os democratas vençam as eleições - disse no programa "Today Show", da NBC.

Kennedy, patriarca de uma das dinastias políticas mais importantes dos EUA, declarou seu apoio a Obama durante um comício realizado em Washington na segunda-feira.

O mesmo fez a sobrinha dele Caroline Kennedy, filha do presidente morto, e o filho dele, deputado Patrick Kennedy. Obama, senador pelo Estado de Illinois, pode se tornar o primeiro presidente negro do país.

O apoio foi interpretado como um revés para Hillary, a senadora pelo Estado de Nova York que é a principal rival de Obama na disputa pela vaga do Partido Democrata para o pleito de novembro. A senadora poderia se tornar a primeira mulher a comandar a Casa Branca.

Alguns analistas viram na manobra de Edward Kennedy que descreveu Obama como um herdeiro do idealismo de John Kennedy uma resposta, em parte, às críticas lançadas por Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, contra o adversário direto da mulher dele. "Isso não é verdade", afirmou o senador.

- Essa disputa não gira em torno do presidente Clinton. Trata-se de uma disputa que terá consequências enormes para o nosso país. Há muita coisa em jogo quando se olha para os desafios com os quais nos deparamos dentro e fora do país - afirmou Edward Kennedy.

O senador cumprimentou Hillary com um rápido aperto de mão quando os dois compareceram ao discurso do Estado da União proferido pelo presidente George W. Bush na segunda-feira à noite.