Imprensa dos EUA critica último discurso de Bush no Congresso

Agência EFE

WASHINGTON - As propostas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Congresso em seu último discurso sobre o Estado da União, eram "modestas" para alguns e "vazias" para outros, segundo a imprensa.

O editorial do jornal "The New York Times" é o mais crítico ao discurso de Bush. Em duas colunas, o jornal lembra o primeiro discurso do líder americano há seis anos, quando Bush se dirigiu ao Congresso com força e afirmou que o Estado da União era mais forte do que nunca.

Agora, argumenta o jornal, "após seis anos de promessas descumpridas" e "erros garrafais", os EUA têm sob sua conta duas guerras (Iraque e Afeganistão) e uma economia que caminha para a recessão, frente a um mundo que ainda "enfrenta perigos horrendos" e vê "nosso país com muito menos simpatia e respeito".

O jornal "The Washington Post" afirma em seu editorial intitulado "O Estado Final", que Bush apresentou ontem à noite uma "lista de desejos", medidas que ele gostaria ver cumpridas, mas que esbarram no pouco tempo que lhe resta na Casa Branca e em um Congresso controlado pelos democratas.

A julgamento do jornal, o pacote de estímulo à economia "será provavelmente a única conquista" que o presidente americano poderá obter em seu último ano na Casa Branca.

O jornal "USA Today" qualifica o discurso de Bush de "golpe de sorte: o Iraque aponta para cima e a economia para baixo".

O editorial afirma que o reconhecimento de Bush de que a economia passa por um período de incerteza era "suave demais" para a situação da principal economia mundial, e afirma que o líder tem que assumir sua "responsabilidade".

A percepção generalizada da imprensa americana é que o líder americano deixou uma herança que não pode evitar, e que no último ano que lhe resta haverá pouco tempo para mudar de rumo.