UE enviará hoje missão ao Chade e analisa situação no Kosovo

Agência EFE

BRUXELAS - Os ministros de Exteriores da União Européia (UE) aprovarão hoje a partir das 10h (horário local) o envio definitivo de uma missão ao Chade.

Os chanceleres também buscam debater seus próximos movimentos no processo de independência do Kosovo e evitar incentivar o ultranacionalismo nas eleições sérvias de 3 de fevereiro.

Os 27 ministros retardaram até após o segundo turno o envio de uma missão civil e policial da União Européia que substitua a instaurada pela ONU na província sérvia de maioria albanesa ao fim da guerra dos Bálcãs em 1999, que é considerada a ante-sala da secessão por Belgrado.

O caso do Kosovo, que anunciou sua independência coordenada com a UE e Washington 'em dias', sequer foi introduzido pela Presidência de turno eslovena na ordem do dia do Conselho.

No entanto, será debatida a possível abertura do diálogo para suprimir os vistos sérvios e para a assinatura do Acordo de Estabilização e Associação, ante-sala das negociações de entrada na UE, com Belgrado.

As iniciativas podem reforçar a candidatura do pró-europeísta Boris Tadic contra o ultranacionalista e pró-russo Tomislav Nikolic, vencedor do primeiro turno, nas eleições de 3 de fevereiro.

A UE tentará 'motivar' Belgrado em seu caminho europeu durante a reunião que será realizada amanhã após o Conselho com seu ministro de Assuntos Exteriores, Vuk Jeremic, segundo fontes da Presidência.

Mas não há unanimidade entre os membros do bloco nem em relação à eliminação dos vistos aos cidadãos sérvios nem sobre a assinatura do Acordo de Associação.

Os ministros apoiarão o envio de 4.300 soldados da força européia (Eufor) ao leste do Chade e à República Centro-Africana, que ajudará os deslocados pelo conflito de Darfur.