Polícia italiana detém funcionários da saúde pública ligados à máfia

Agência EFE

ROMA - A Polícia italiana deteve nesta segunda-feira vários membros de uma rede formada por dirigentes regionais e médicos, supostamente vinculada à Ndrangheta (máfia da região da Calábria, no sul), sob a acusação de atividades ilegais no setor da saúde pública, anunciaram fontes policiais.

Foram emitidas 18 ordens de detenção, apesar de algumas destas pessoas já estarem presas, todas elas por formação de quadrilha de origem mafiosa e fraude.

Entre os detidos se destaca um assessor da Região da Calábria, Domenico Crea. Também receberam ordem de prisão domiciliar o dirigente do Departamento Tutela da Saúde e Políticas Sociais da província, Peppino Biamonte, e o diretor-geral da Província de Catanzaro, Pietro Morabito.

Ainda foram detidos dirigentes regionais da saúde, como o diretor administrativo do Hospital da localidade de Melito di Porto Salvo, Leonardo Gangemi, e o diretor da emergência da unidade, Salvatore Asaro, entre outros.

O médico Giuseppe Pansera, genro do chefe mafioso Giuseppe Morabito, e já preso por outros crimes, recebeu nova ordem de detenção.

Também foram emitidas novas ordens contra Alessandro Marciano, que trabalhava no hospital de Locri, e seu filho Giuseppe Marciano, ambos presos acusados do assassinato do vice-presidente da Região da Calábria, Francesco Fortugno, em 16 de outubro de 2005.

Segundo os investigadores, tinha sido criada uma ampla rede político-mafiosa da qual participavam diretores e funcionários dos serviços médicos da Calábria, que consistia em colocar pessoas nos postos de gestão da saúde pública, além de favorecer atividades e interesses privados.

Entre estes, a rede favorecia as atividades da clínica particular da localidade de Melito di Porto Salvo que pertencia à família do assessor Crea.