Hezbollah exige investigação sobre mortes em Beirute

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BEIRUTE - O Hezbollah, facção mais poderosa do Líbano, exigiu na segunda-feira uma investigação sobre as mortes de oito simpatizantes da oposição, ocorridas durante um dos incidentes mais violentos nas ruas do país desde o fim da guerra civil (1975-90).

O grupo xiita pró-Síria disse que um eventual acobertamento seria uma ameaça 'à estabilidade e à paz civil' no Líbano. O país vive uma crise política há 14 meses, e há temores de um volta à violência entre facções religiosas.

O Hezbollah lidera a oposição ao governo do primeiro-ministro Fouad Siniora, apoiado pelos Estados Unidos. Devido ao impasse político, o Líbano está sem presidente desde novembro.

Fontes de segurança disseram que pelo menos 29 pessoas ficaram feridas no domingo quando o Exército interveio para dissolver um protesto de oposicionistas contra a escassez de energia. Um dos feridos morreu posteriormente no hospital.