Ministro da Saúde britânico se envolve em caso de doações irregulares

Agência EFE

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, enfrenta hoje mais pressão, depois que outro ministro aparece envolvido em um novo caso de doações irregulares.

Segundo o jornal "Sunday Mirror", o ministro da Saúde, Alan Johnson, aceitou uma doação de 3.334 libras (4.500 euros) para sua campanha à Vice-Presidência do Partido Trabalhista, no ano passado, através de um intermediário, o que é contra as leis britânicas.

Além disso, de acordo com o tablóide, o veterano político não declarou este e outros três donativos, que somam no total 9.000 libras (12.150 euros).

A informação aparece depois que Peter Hain apresentou nesta semana sua renúncia como ministro do Trabalho e Previdência e titular para Gales, depois que a Comissão Eleitoral enviou à Scotland Yard um caso de doações irregulares envolvendo o político.

Segundo o "Sunday Mirror", em sua campanha para se transformar em número dois do Trabalhismo britânico, o que finalmente não conseguiu, o ministro da Saúde recebeu uma doação de um homem que utilizou o nome do irmão, Waseem Siddiqui, um membro local do partido, para canalizar a ajuda.

Em comunicado, os responsáveis da campanha de Johnson se defenderam das acusações, alegando que não tinham razão para crer que a doação viesse de outra pessoa que não fosse Siddiqui.

Após reconhecer que as quatro doações, que segundo o jornal foram feitas entre abril e julho passados, não aparecem no registro da Comissão Eleitoral, insistiram em que eles fizeram a tramitação de papéis nos prazos adequados.

Segundo a lei britânica, os partidos têm que declarar as doações que recebem em um prazo de dois meses, e não é permitido fazer donativos a uma formação política em nome de outra pessoa.