Sarkozy foi internado em segredo em outubro, dizem jornalistas

Agência EFE

PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, esteve hospitalizado em segredo em outubro de 2007, pouco depois do anúncio de seu divórcio, para a retirada de um tumor inflamado na garganta, segundo os autores de um livro sobre sua ex-mulher, Cécilia.

Sarkozy, de 52 anos, foi internado no hospital militar de Val de Grâce em 21 de outubro, três dias após o divórcio do casal, segundo a obra 'Cécilia, la face cachée de l'ex-première dame', dos jornalistas Denis Demonpion e Laurent Léger, que será publicado amanhã.

"Ele somatizou. Teve anginas e um flegmão, com estafilococos, que seus médicos não puderam resolver', explicou hoje Demonpion à emissora 'France Info'. A hospitalização, acrescentou, foi mantida em segredo, algo 'surpreendente' para alguém que sempre disse que queria 'transparência'.

Em sua campanha eleitoral, Sarkozy tinha prometido publicar regularmente informações sobre sua saúde. Mas só houve um boletim médico, cinco dias após sua eleição, dizendo que seu estado era plenamente compatível com o exercício do cargo.

A intervenção consistiu numa incisão no flegmão e a colocação de um cateter para 'favorecer a ação dos antibióticos por via intravenosa', explicou Demonpion.

Sarkozy saiu do hospital na mesma noite, e viajou ao Marrocos no dia seguinte, 22 de outubro.

Durante a viagem, o ministro de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, que também é médico, atuou como 'enfermeiro' e cuidou do presidente, segundo os autores do livro.

O Palácio do Eliseu não quis comentar hoje a revelação.