Imprensa americana destaca recuperação de Clinton e McCain

Agência EFE

WASHINGTON - A vitória nas primárias de New Hampshire dos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos que tinham sido derrotados nas prévias de Iowa, uma semana antes, foi o destaque dos editoriais dos principais jornais americanos.

A expressão "comeback kid" - a criança que estava perdendo, mas continua na disputa - apareceu em quase todos os comentários, referindo-se à pré-candidata democrata Hillary Clinton, senadora pelo Estado de Nova York, e ao republicano John McCain, senador pelo Arizona, vencedores dos cáucus de ontem.

- Clinton demonstrou que tem crédito entre uma quantidade considerável de democratas, muito mais do que as intenções de voto mostradas pelas pesquisas em New Hampshire - diz o editorial do jornal "Daily News", de Nova York.

- Agora é que a campanha fica interessante - completou. O mesmo editorial afirmou que a vitória de McCain "é um triunfo para um senador que tem quebrado a ortodoxia republicana em relação aos assuntos mais importantes, inclusive a reforma migratória".

- Clinton conseguiu mobilizar o voto feminino em New Hampshire e assim ganhou a disputa - diz o editorial do jornal "The New York Times". Para o "NYT", "o Partido Democrata deveria celebrar sua diversidade, uma diferença notável em relação ao lado republicano".

Quanto a McCain, o jornal nova-iorquino sustentou: "ainda não é o candidato preferido pelos conservadores sociais e religiosos".

O editorial do "The Washington Post" lembrou que até "poucas semanas, dava-se por morta a campanha de McCain", mas sua vitória em New Hampshire "dá mais chances de que os eleitores tenham dois candidatos de crédito para escolher".

O editorial do "Wall Street Journal", um defensor dos conservadores em matéria fiscal e econômica, disse que se "há uma mensagem dos eleitores nas primárias desta semana, é a vontade de sacudir o sistema político".

- A vitória de McCain o coloca novamente na disputa republicana, mas ele precisará mais do que uma biografia para unir à coalizão que fortaleceu o Partido Republicano - acrescentou o editorial.

McCain foi prisioneiro na Guerra do Vietnã durante cinco anos e tem uma longa carreira política.