Presidente do Parlamento iraniano critica visita de Bush à região

Agência EFE

TEERÃ - Uma das personalidades políticas do Irã disse hoje que será um fracasso a visita que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, inicia amanhã a vários países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico.

O presidente do Parlamento iraniano, Haddad Adel, citado pela "Mehr", também fez declarações sobre o incidente ocorrido no domingo entre lanchas iranianas e navios militares americanos no Estreito de Ormuz, e acusou os Estados Unidos de "intervirem nos assuntos da região" e de serem eles os "provocadores, e não o Irã".

- Bush deve saber que não conseguirá isolar o Irã, nem na região nem no mundo. Sua viagem não terá resultados e não beneficiará os países regionais, apesar da propaganda americana - disse Adel.

O parlamentar também criticou o "apoio dos EUA à ''Entidade Sionista'' (Israel)", assim como a política de Washington para a República Islâmica, à qual se referiu como "contraditória", já que "os americanos dizem que querem relações com o Irã", mas, ao mesmo tempo, "adotam uma postura hostil" em relação a Teerã.

A Adel também acusou os EUA de fazer "propaganda" com o incidente de domingo no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, e, mais uma vez, criticou a presença de tropas navais americanas nesta importante via marítima.

- O Irã é quem tem direito de falar de intervenção de outros países na região. Foram os EUA que enviaram navios militares à região e são eles os que provocam, não o Irã - disse Adel.

Ontem, o Pentágono acusou Teerã de "provocação", após dizer que três navios de guerra americanos estiveram a ponto de disparar contra cinco lanchas da Guarda Revolucionária iraniana que os ameaçavam no Estreito de Ormuz.

O Governo iraniano minimizou o ocorrido e afirmou que "o incidente é normal e foi superado imediatamente".

Hoje, um porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana disse que "uma das tarefas da força naval iraniana é proteger a segurança da navegação no Golfo Pérsico e vigiar os navios que cruzam o Estreito de Ormuz".