ONU teme que crise no Quênia atinja outros países

Agência EFE

NOVA YORK - A ONU alertou para o agravamento da situação humanitária no Quênia, devido à existência de cerca de 250 mil deslocados internos em conseqüência dos distúrbios da última semana, e disse temer que a crise atinja nações vizinhas, pois o país é considerado fundamental na distribuição de ajuda na região.

- Foi registrada uma melhora da situação de segurança no Quênia, mas continuamos preocupados com a situação humanitária, que se agrava - disse hoje a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês), Elizabeth Byrs.

Um dos obstáculos encontrados pelas agências da ONU para atender aos deslocados é a movimentação de pessoas dentro e em torno das cidades de Eldoret e Kericho, localizadas no Vale do Rift, e consideradas os principais focos de violência na região.

Na segunda-feira, era possível ver comboios de deslocados deixando Eldoret.

Christiane Berthiaume, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), disse hoje, no entanto, que grande parte desses deslocados, cerca de 100 mil, já se reúne em uma região próxima, o que classificou de "boa notícia", pois facilitará o acesso da ajuda.