Bush pede que partidos do Sudão cheguem a consenso para eleições

Agência EFE

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu hoje que os partidos do Sudão cheguem a um consenso nacional para realizar eleições gerais em 2009.

- Todo esforço deve ser dirigido a um consenso nacional que permita que sejam realizadas eleições no próximo ano - afirmou Bush em declarações feitas na Casa Branca por ocasião do terceiro aniversário, amanhã, da assinatura do acordo de paz no Sudão.

O Governo sudanês e os rebeldes do sul firmaram no dia 9 de janeiro de 2005 um pacto de paz que pôs fim a 21 anos de uma guerra violenta que foi uma das mais longas da África.

O conflito, que causou a morte de dois milhões de pessoas, opôs o norte muçulmano aos rebeldes sulistas, que pegaram em armas em 1983 quando o regime de Cartum impôs a 'sharia' (lei islâmica) em todo o país, incluindo no sul, onde a população é majoritariamente animista ou cristã.

- Estou orgulhoso do papel que os Estados Unidos desempenharam na hora de obter este resultado histórico - disse o chefe de Estado americano no Salão Oval.

O governante dos EUA aproveitou a ocasião para reiterar seu compromisso de ajudar 'ambas as partes' a colocar todos os aspectos do acordo completamente prática.

Em sua declaração, Bush avaliou os progressos que ocorreram no Sudão com a formação do Governo de União Nacional, a divisão da riqueza dos recursos do país, e o respeito ao fim das hostilidades, mas também lembrou que 'restam muitos desafios' a serem resolvidos para cumprir totalmente o tratado de paz.

Na opinião do presidente americano, o Governo do Sudão deve dar um novo impulso à comissão fronteiriça e situar as tropas destinadas em divisas em disputa a fim de reduzir as possibilidades de um novo foco de violência.

- O acordo de paz assentou a base para uma paz duradoura e uma unidade para todos os sudaneses, e sua aplicação vigorosa continuará sendo um aspecto chave dos esforços dos Estados Unidos no Sudão - disse Bush.

Ele ressaltou que pediu ao novo enviado especial dos EUA para o país, Richard Williamson, que continue com os esforços de Washington em Cartum para ajudar os partidos a encontrar soluções aos desafios que precisam ser resolvidos.

Williamson prestou juramento de seu cargo na segunda-feira, acompanhado da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. O diplomata substitui Andrew Natsios, que renunciou em dezembro.

Um dos aspectos-chave do trabalho de Williamson será 'avançar nos esforços para pôr fim à violência em Darfur', acrescentou Bush.