Ministro descarta hipótese de que França impôs cancelamento de Rali

Agência EFE

LISBOA - O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse hoje ser 'ridícula' a idéia de que o Governo da França teria imposto o cancelamento do Rali Dacar 2008 por motivos de segurança.

Em declarações à imprensa em Lisboa, Kouchner assegurou que a decisão de cancelar a trigésima edição do rali coube "exclusivamente' aos organizadores da prova, que basearam sua medida nos 'riscos inerentes a uma corrida que tinha oito etapas na Mauritânia'.

O ministro indicou que, apesar do 'desastre' que a decisão representa para organizadores, participantes e para a própria Mauritânia, não se pode ignorar os recentes ataques no país africano, que causaram a morte de quatro franceses e que foram atribuídos a membros da organização terrorista Al Qaeda.

Apesar destas circunstâncias, Kouchner disse que o Governo francês 'jamais imporia uma decisão deste tipo a uma organização privada', como a do Rali Dacar.

- Minha função como ministro de Exteriores é prevenir os riscos, não só para os participantes do Rali Dacar, mas para todos os turistas e todos os franceses - disse.

O diretor do Rali Dacar, Etienne Lavigne, disse na semana passada em Lisboa que a edição deste ano havia sido suspensa por 'motivos de Estado' expostos pelo Governo francês, e assinalou que estas são razões que 'não se discutem'.

Lavigne disse desconhecer as razões de Estado alegadas por Paris para desaconselhar 'fortemente' as viagens à Mauritânia.