Forças de segurança da ANP prendem 250 membros do Hamas, diz Israel

Agência EFE

JERUSALÉM - As forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) prenderam 250 membros do Movimento islamita Hamas na Cisjordânia durante dezembro, informou o Serviço Geral de Segurança de Israel, Shin Bet.

O relatório do Shin Bet, organismo secreto paralelo ao Mossad - cujos agentes operam fora de Israel -, foi divulgado hoje pelo jornal 'Ha'aretz'.

A maioria dos efetivos dessas forças de segurança leais ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, é filiada ou simpatizante do movimento nacionalista Fatah, em conflito com o Hamas.

No ano passado, os milicianos islamitas expulsaram esses organismos de segurança da Faixa de Gaza, o que afundou a tradicional e até o momento irreconciliável rivalidade entre as duas grandes organizações palestinas.

O Shin Bet indica que a maioria dos detidos mora na populosa cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, separada da Faixa de Gaza pelo sul de Israel. Entre os detidos há também ativistas dedicados a obras de caridade.

As forças de segurança palestinas a serviço da ANP e do primeiro-ministro Salam Fayyad - designado por Abbas após depor o islamita Ismail Haniyeh, que segue governador Gaza na prática - restabeleceram ultimamente a ordem e a lei em Nablus, de onde desapareceram os grupos armados que atemorizavam seus moradores.

O Exército israelense realizou uma operação em uma fortificação de Nablus, onde seus efetivos feriram cerca de 40 milicianos e moradores, descobriram dois laboratórios de explosivos e detiveram 23 militantes, segundo fontes militares.

Os islamitas acusam os organismos de segurança da ANP de atuar "em conivência com o Exército sionista'.

O Shin Bet também informa sobre as operações contra filiados do Hamas pelas forças palestinas para apreender armas em poder dos islamitas, e de casos em que frustraram ataques terroristas contra alvos em Israel.

Israel e ANP retomaram as negociações de paz, em dezembro do ano passado, após uma estagnação de sete anos, e depois da Conferência de Annapolis nos Estados Unidos.

O Hamas, que não reconhece a legitimidade do Estado judeu, se opõe a essas negociações.