EUA soltam britânico que passou 21 anos no corredor da morte

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CHICAGO - Um britânico que quase foi executado no Estado de Ohio (EUA) por ter assassinado uma menina de dois anos foi libertado na segunda-feira graças a um acordo judicial e agora pretende voltar à Escócia, sua terra natal, segundo autoridades.

Kenneth Richey, 43 anos, teve sua sentença reduzida e foi libertado porque já estava preso desde 1986, quando provocou um incêndio que matou a menina Cynthia Collins, de acordo com um funcionário do Condado de Putnam.

Depois de uma noite com muito álcool e maconha num apartamento em Columbus Grove, Ohio, a mãe da menina saiu e pediu que Richey tomasse conta dela. O réu negou ter provocado o incêndio, e o polêmico caso se tornou uma causa célebre na Europa, onde não há pena de morte.

Ele esteve a ponto de ser executado em 1994, mas conseguiu uma suspensão de última hora.

Em agosto, um tribunal de recursos cancelou sua condenação, alegando que Richey recebeu auxílio jurídico inadequado e que várias provas apresentadas eram duvidosas.

Richey não se declarava culpado nem inocente das acusações de homicídio culposo, violação de domicílio e negligência contra uma criança. Essa fórmula permite que ele fique livre, mas com a condição de deixar os EUA.

Originalmente, os promotores acusavam Richey de ter provocado o incêndio para recuperar uma ex-namorada que estaria dormindo com outro homem no apartamento abaixo.

Richey deveria ter sido solto há três semanas, para passar o Natal com a mãe em Edimburgo. Mas ele sofreu problemas cardíacos, e por isso a audiência foi adiada.