Bush admite sinais ambivalentes na economia e fala em 'incerteza'

Agência EFE

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu nesta segunda-feira que há sinais 'mistos' na economia e que o país enfrenta 'tempos de incerteza', que tornam necessários "impostos baixos' e políticas 'sólidas'.

- Os indicadores econômicos estão cada vez mais ambivalentes - disse o governante em discurso a empresários e políticos em um clube de Chicago.

Bush lembrou, nesse sentido, que, apesar de ter criado postos de trabalho ao longo de 52 meses consecutivos, o ritmo de expansão laboral perdeu intensidade e a taxa de desemprego já está em 5%.

- Em outras palavras, por um lado seguimos batendo recordes e por outro há sinais contraditórios - destacou.

Relatórios governamentais divulgados nas duas últimas semanas mostram que as vendas de imóveis novos atingiram seu nível mais baixo em 12 anos, a criação de postos de trabalho sofreu desaceleração e a taxa de desemprego subiu para 5% em dezembro, depois de ter ficado em 4,7%.

Esses dados aumentaram o temor frente a uma possível recessão e fizeram com que a Bolsa nova-iorquina vivesse na semana passada seu pior início de ano desde 2000.

Diante desse cenário, 'o mais inteligente', segundo Bush, é manter os impostos baixos.

- Em tempos de incerteza econômica não necessitamos tirar dinheiro de seus bolsos - disse, ao mesmo tempo em que pediu ao Congresso de maioria democrata que torne permanentes os cortes fiscais realizados de sua Administração.

Bush alertou ainda para os preços altos no setor da energia e a crise do setor imobiliário, e disse que seu Governo pretende traçar um plano para 'reformar os mercados de hipotecas', e que venha a permitir aos proprietários refinanciar suas hipotecas.

O governante afirmou na semana passada que poderia apresentar um pacote econômico este mês para impulsionar a economia e impedir que esta entre em recessão. Por isso, Bush já pediu apoio do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke.