Argentina: dois detidos no caso da mala se dizem inocentes

Agência EFE

MIAMI - Os venezuelanos Carlos Kauffmann e Moises Maionica, dois dos quatro detidos por supostamente atuar e conspirar nos Estados Unidos no chamado "caso da mala" na Argentina, se declararam inocentes nesta segunda-feira em um tribunal de Miami, no estado americano da Flórida.

Kauffmann, 35 anos, empresário do setor petrolífero, e Maionica, 36 anos, compareceram perante o juiz Barry L. Garber em uma audiência breve, na qual apresentaram sua declaração de inocência por meio de seus respectivos advogados.

Além disso, formalizaram a representação dos magistrados que vão defendê-los, os quais solicitaram a entrega das provas apresentadas pela Promotoria contra seus clientes, o que deve acontecer na quinta-feira.

A Promotoria acusa Kauffmann e Maionica, junto com o uruguaio Rodolfo Paciello e o venezuelano Franklin Durán, de participarem da tentativa de acobertar o envio ilegal de US$ 800 mil destinados à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Após a audiência, o advogado de Kauffmann, Jack Denaro, disse a jornalistas que seu cliente é um "pai devoto de seus três filhos" que nunca atuou e conspirou nos EUA para "nenhum país estrangeiro".

No final de dezembro, Paciello e Durán se declararam inocentes das acusações que pesam contra eles. Um quinto acusado, Antonio José Canchica, de 37 anos, está foragido.

Todos eles são acusados formalmente de atuar e conspirar como agentes a serviço da Venezuela. Caso sejam considerados culpados, podem pegar até dez anos de cadeia e terão que pagar uma multa de US$ 250 mil.

Ainda não foi fixada uma data para a próxima audiência, mas os advogados consideram que esta pode ocorrer em abril.