EUA discutem proibição de injeção letal em execuções

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WSHINGTON - A Corte Suprema dos Estados Unidos, num caso acompanhado em todo o mundo, vai ouvir nesta segunda-feira argumentos sobre a possível proibição da execução de condenados à morte por um coquetel de três drogas, usado na maioria das execuções no país. O método é tido como muito doloroso.

A sessão, de uma hora de duração, será a primeira em mais de um século em que a Corte examina um método específico de aplicação da pena de morte. Isso ocorre num momento em que a pena de morte parece estar em declínio no país, uma das poucas democracias que ainda a praticam.

Será discutido se o método de injeção letal normalmente utilizado viola a proibição constitucional sobre punições cruéis e incomuns, mas o caso também fez surgir um amplo debate sobre a própria pena capital.

As execuções nos EUA foram suspensas temporariamente desde que a corte concordou, no fim de setembro, em analisar o caso. No ano passado, 42 pessoas foram executadas e 110 condenados foram sentenciados à morte, o número mais baixo desde 1976, quando a Suprema Corte restabeleceu a pena capital.

No mês passado, New Jersey se tornou o primeiro Estado a abolir a pena de morte desde 1976, reduzindo para 36 o número de Estados onde ela existe.

A última vez em que um método de execução foi examinado foi em 1879, quando a Suprema Corte manteve o uso de pelotão de fuzilamento.

A decisão da Corte é prevista para o fim de junho.