Suíça se junta à operação de resgate de reféns das Farc

Agência EFE

GENEBRA - Um representante da Suíça acompanhará a delegação internacional que atuará na operação organizada pela Venezuela para resgatar três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território colombiano, a convite do Governo venezuelano.

A informação foi dada nesta sexta-feira pelo porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores suíço, Lars Knuchel.

O porta-voz não quis dar detalhes sobre quem será o representante da Suíça 'porque a operação ainda não ocorreu'.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou na quinta-feira que nesta sexta-feira, 'aproximadamente às 15h (hora local, 17h30 de Brasília), sai o primeiro vôo' da operação aérea.

A Suíça faz parte, junto com Espanha e França, de um grupo de países mediadores que há cinco anos tenta encontrar uma solução para o problema dos reféns em mãos das Farc.

Os seqüestrados que devem ser libertados hoje são a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, de 44 anos; Emmanuel, o filho que esta teve em cativeiro com um guerrilheiro; e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, de 57 anos.

O aeroporto colombiano de Villavicencio, 126 quilômetros ao sudeste de Bogotá, espera a chegada dos aviões e helicópteros venezuelanos com o símbolo da Cruz Vermelha que resgatarão os reféns.

A delegação internacional também é formada por delegados de Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador e França, além de um alto funcionário do Governo da Colômbia e da senadora colombiana Piedad Córdoba.

Cinco delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha vão acompanhar a delegação a fim de garantir a neutralidade da operação.