Reino Unido e Suíça desaconselham ida a Paquistão após morte de Bhutto

Agência EFE

LONDRES - Os Governos de Reino Unido e Suíça recomendaram nesta sexta-feira a seus cidadãos que não viajem ao Paquistão, por causa do assassinato da líder opositora paquistanesa Benazir Bhutto.

A ex-primeira-ministra morreu na quinta-feira, em um atentado perpetrado em Rawalpindi, próximo de Islamabad, e no qual também foram assassinadas outras 28 pessoas após a realização de um comício.

O Ministério de Assuntos Exteriores britânico desaconselhou, em seu site oficial, as viagens ao país, depois dos surtos de violência suscitados após a morte de Bhutto.

Quanto aos cidadãos britânicos que se encontram atualmente no Paquistão, o Governo lhes aconselhou que permaneçam afastados das ruas, já que é previsto um aumento da violência após o funeral da líder opositora.

Já o Ministério de Exteriores suíço desaconselhou viagens ao país asiático 'até que a situação se esclareça'.

- Após este atentado, as tensões políticas se acentuaram. Algumas cidades são palco de revoltas e manifestações - diz o Ministério, que recomenda às pessoas que necessitarem ir ao país que se abstenham de se aproximar de locais muito movimentados.

O Governo suíço alertou ainda para o fato de que, no passado, estrangeiros e instituições cristãs foram alvo de ataques no Paquistão.