Colômbia aceita plano de Chávez para libertar reféns

Agência EFE

BOGOTÁ - O governo colombiano aceitou a "fórmula" apresentada nesta quarta-feira pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a libertação de três reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Além disso, como Chávez havia sugerido, o Governo colombiano designou o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, como o representante do país na missão aérea humanitária que se encarregará de recolher os libertados pelas Farc.

Chávez disse, em entrevista coletiva horas antes, que "se essa autorização chega esta noite (...) nas próximas horas, amanhã (os reféns) poderiam estar livres".

A curta resposta colombiana foi lida a dezenas de jornalistas pelo ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, na sede do Ministério da Defesa, em Bogotá.

Antes do anúncio, o presidente colombiano analisou a proposta de Chávez com Restrepo e o ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín.

Os três avaliaram a fundo o documento enviado nesta quarta-feira pelo governante venezuelano, no qual este pede que o Governo da Colômbia aceite os termos da operação para a soltura de três seqüestrados.

Uribe, que está em seu sítio, numa zona rural próxima à cidade de Montería, no noroeste do país, também consultou outros membros do seu gabinete, comandantes militares e assessores.

Na carta enviada ao colega colombiano, Chávez pede autorização para que aeronaves venezuelanas possam entrar na Colômbia para recolher os seqüestrados libertados pelas Farc.

Caravana aérea

Segundo Chávez, a operação humanitária para libertar Clara Rojas, ex-candidata a vice-presidente na chapa de Ingrid Betancourt; o filho dela Emanuel, 3 anos, nascido em cativeiro; e a ex-parlamentar colombiana Consuelo González será realizada por meio caravana aérea que sairá da Venezuela até um ponto na Colômbia.

"A direção dos helicópteros que saiam da Venezuela ao ponto de resgate ninguém saberá até a decolagem, nem os pilotos. É uma exigência das Farc", explicou ele.