Mauritânia faz buscas intensas por assassinos de franceses

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NUAKCHOTT - A polícia da Mauritânia deteve vários suspeitos e realizou buscas intensas no Sul do país saariano nesta terça-feira à procura das três pessoas que mataram a tiros quatro turistas franceses na véspera do Natal, segundo autoridades locais.

Autoridades afirmaram inicialmente que roubo parecia ser o motivo das mortes em Aleg, cidade 250 KM ao Sudeste da capital Nouakchott. Atiradores usando turbantes e armados com automáticas mataram três pessoas da mesma família e um amigo.

Um quinto integrante do grupo sobreviveu: um homem com cerca de 70 anos, atingido na perna e levado até o vizinho Senegal para tratamento.

A polícia não descartou a possibilidade de o ataque ter sido perpetrado por militantes islâmicos, 12 dias antes do início do rally Paris-Dacar, que cruza a Mauritânia.

Morreram na ação os dois filhos adultos do sobrevivente, o irmão dele e um amigo da família.

O ataque ocorreu quando o grupo de franceses parou os carros na estrada para um piquenique sob as árvores, a 10 KM de Aleg. Os assassinos se aproximaram numa Mercedes preta e pediram dinheiro. Os franceses disseram não ter e os homens atiraram.

Uma fonte da área de segurança disse que os carros dos franceses não foram tocados, o que sugere que roubo pode não ter sido o motivo. Nenhum grupo até agora assumiu a responsabilidade pela ação.

As autoridades locais acharam a Mercedes preta abandonada em Aleg e lançaram uma busca na região, depois de relatos de que os atiradores fugiram de táxi para a cidade fronteiriça de Bogue, no rio Senegal.

Em setembro, um líder da Al Qaeda fez um apelo para que os muçulmanos do norte da África 'limpassem' a região de espanhóis e franceses.

O ataque chocou a ex-colônia francesa. Autoridades planejavam aumentar o turismo na região, e as mortes levantaram dúvidas sobre o esquema de segurança para o rally que passa por Marrocos, Mauritânia e Senegal.