Rússia: Câmara dos Deputados jura lealdade a Putin

Agência EFE

MOSCOU - A Rússia terminou hoje um agitado ano político com a abertura da quinta Duma (Câmara dos Deputados), controlada pelo partido do Kremlin, o Rússia Unida. Durante os próximos quatro anos, o partido do governo voltará a ditar as regras do jogo ao contar com 315 das 450 cadeiras da câmara baixa do Parlamento russo.

O resto das cadeiras está dividido entre os comunistas (57), os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático (40) e a segunda legenda governista, a Rússia Justa (37).

A quinta Duma russa foi descrita como "histórica" pela imprensa governista, já que recentemente foram completados cem anos de parlamentarismo na Rússia, mas também pela iminente mudança de direção no Kremlin.

Em março do próximo ano serão realizadas eleições presidenciais nas quais o candidato governista e vice-primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, deveria substituir Vladimir Putin, que a Constituição impede de continuar no cargo.

Em 2008, a Duma deve aprovar um amplo pacote de leis que deveriam lançar as bases para o desenvolvimento econômico da Rússia até 2020. A Duma russa perdeu representatividade com a passagem dos anos, tendência que se agravou desde a chegada de Putin ao Kremlin, e é a instituição política menos apreciada pela população.

Na atualidade, a Duma se limita a ratificar as iniciativas do presidente, do Governo e, no melhor dos casos, da maioria parlamentar. Além disso, o chefe de Estado tem a faculdade de dissolver a Duma se ela não aprovar seu candidato a primeiro-ministro em três votações.