Reféns das Farc não estão na Venezuela, diz vice de Chávez

Agência EFE

CARACAS - Os três reféns que as Farc prometem libertar em breve não estão em território venezuelano, disse na sexta-feira o vice-presidente do país, Jorge Rodríguez, apesar dos insistentes rumores de que seriam entregues no sul desse país.

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciou nesta semana a intenção de entregar, como ato de 'desagravo', Consuelo González, Clara Rojas e seu filho Emmanuel ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que foi afastado pelo governo colombiano da tentativa de mediar a libertação de um grupo maior de reféns.

Rodríguez disse a jornalistas de que o rumor de que os reféns estariam numa instalação militar de Caracas ou em algum outro ponto do território venezuelano 'é completamente falso' e 'vai contra a segurança precisamente dos reféns'.

'Peço que tenhamos mesura, parcimônia, discrição, precisamente e principalmente para resguardar a vida dessas pessoas', acrescentou.

Embora a imprensa de ambos os países insista que a guerrilha entregará os reféns pessoalmente a Chávez, não há confirmação oficial sobre a data do regresso dele à Venezuela. O presidente está viajando desde segunda-feira e na sexta participava da cúpula Petrocaribe, em Cuba.

Chávez qualificou a libertação como 'bom presente de Natal' e há alguns dias disse que poderia nomear um representante para recebê-los.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, afastou no mês passado Chávez das negociações por se sentir traído por causa de contatos de Chávez com a cúpula militar colombiana.

A ex-deputada González foi capturada pela guerrilha em 2001. Rojas, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Ingrid Betancourt, também sequestrada, está no cativeiro desde 2002, e nesse período teve o filho Emmanuel.

As Farc pretendem trocar cerca de 50 reféns por centenas de guerrilheiros presos.