Menina morta em imitação de game era procurada pelo pai há 3 anos

Portal Terra

DENVER - O pai de Zoe Garcia, a menina de 7 anos que morreu após uma simulação do jogo Mortal Kombat com a meia-irmã de 16 anos e seu namorado de 17, disse nesta sexta-feira à imprensa que procurou a filha durante três anos e estava há poucos dias em contato com ela quando ficou sabendo de sua morte. As informações são do Denver Post.

Anthony Garcia, 28 anos, de Sacramento, no Estado da Califórnia, afirmou que Zoe foi levada pela mãe, Dana Trujillo, 30, da casa onde a família vivia em Socorro, no Novo México, em 2004.

O casal viveu junto por cinco anos e teve dois filhos. Ele recebeu a guarda de Ariana, 9 anos, e dividiria a guarda de Zoe com a ex-mulher, que acabou desaparecendo com a criança.

Lamar Roberts, 17 anos, e Heather Trujillo, 16 anos, foram acusados como adultos por abuso infantil que resultou em morte, segundo relatório de Robert Miller, procurador do Estado do Colorado, onde Zoe vivia com a mãe.

De acordo com a polícia, Zoe Garcia morreu no dia 6 de dezembro, quando sua mãe estava no trabalho. Ela perdeu a consciência e parou de respirar depois que os adolescentes a agrediram com chutes, imitando movimentos do jogo de videogame.

Trujillo e Roberts ainda tentaram reanimar a menina colocando-a sob água corrente antes de chamar sua mãe e ligar para o socorro, mas Zoe não resistiu e acabou morrendo no hospital. A autópsia mostrou que ele tinha um pulso quebrado, mais de 20 hematomas, inchaço no cérebro e hemorragia.

Os jovens estão detidos na prisão do condado de Weld e não podem receber telefonemas. Quando questionado por que não parou com a agressão, Roberts se limitou a dizer "Eu não sei, eu estava bêbado". Se condenados, os adolescentes podem pegar 48 anos de prisão.