Chefe da ONG Arca de Zoé diz que atuou no Chade por órfãos de guerra

Agência EFE

N'DJAMENA - O presidente da ONG francesa Arca de Zoé, Eric Breteau, acusado junto com outros cinco integrantes da entidade de promover ilegalmente a saída do Chade de mais de 100 crianças, disse nesta sexta-feira que sua ação foi uma 'legítima missão humanitária para salvar órfãos de guerra'.

"Rejeito todas as acusações que tem sido feitas contra nós. Nossa associação atuou por motivos puramente humanitários e em conformidade com a declaração universal dos direitos humanos e a Convenção de Genebra de 1959', disse Breteau no início do julgamento por tentativa de seqüestro e fraude que as autoridades chadianas realizam contra os seis franceses envolvidos.

Todos os membros da ONG fizeram greve de fome por uma semana em protesto contra o que classificam como 'acusações inverossímeis'.

Três chadianos e um sudanês estão sendo também julgados sob a acusação de cumplicidade com os franceses.

Nos arredores do Palácio da Justiça da capital chadiana foi montado desde a manhã desta sexta-feira um forte esquema de segurança, como medida de prevenção diante de possíveis incidentes, já que um elevado número de pessoas foi ao local para acompanhar o início do julgamento.

O caso suscitou a ira de milhares de chadianos, que acusam a França de interferir em favor de seus cidadãos sem levar em conta a soberania do Chade.