Papa denuncia relativismo nas relações internacionais

Agência AFP

ROMA - O papa Bento XVI denunciou neste sábado o 'relativismo' que marca, segundo ele, as relações internacionais, e a falta de preocupação com as nações mais pobres, ao receber no Vaticano representantes de ONG católicas.

Bento XVI criticou "o consenso entre Estados condicionados por interesses a curto prazo ou manipulados por pressões ideológicas", e denunciou seus "frutos amargos", como "a falta de preocupação com as necessidades econômicas e sociais das nações mais pobres, o desprezo pelas leis humanitárias e uma defesa seletiva dos direitos humanos".

- As discussões internacionais parecem marcadas por uma lógica relativista, que considera como única garantia da coexistência pacífica entre os povos a recusa de reconhecer a verdade sobre o homem e sua dignidade - afirmou, defendendo "uma ética baseada no reconhecimento de uma lei moral natural".

Cerca de 80 ONG católicas estão reunidas em Roma até domingo a convite do Vaticano para promover "o diálogo e a colaboração das organizações entre elas e com a Santa Sé sobre os temas mundiais atuais", segundo um comunicado do Vaticano.