Para EUA, Europa mantém esforço no Afeganistão apesar da Al Qaeda

Agência EFE

WASHINGTON - O Governo dos Estados Unidos destacou na última quinta-feira o compromisso de seus aliados europeus no Afeganistão e disse que não houve redução de seus esforços no país após a última mensagem do dirigente da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack, disse na sua entrevista coletiva diária que a mensagem de Bin Laden "não é uma tática nova". A mensagem aconselhava os europeus a encerrar a sua participação na guerra do Afeganistão.

- Acho que nossos aliados da Otan entendem bem o que está em jogo no Afeganistão, da mesma forma que em outros lugares do mundo, quando se trata da luta contra o terrorismo - disse McCormack.

- O Afeganistão fez grandes avanços desde a era do talibã - acrescentou. Ele disse que "dezenas de milhares" de crianças hoje estão vivas graças aos serviços médicos e vacinas fornecidos pela comunidade internacional.

Segundo McCormack, apesar dos avanços conseguidos no país árabe, ainda há muito trabalho a fazer, pois o Afeganistão partiu de um nível de desenvolvimento relativamente baixo.

- Há um compromisso de nossos aliados europeus, e de outros países ao redor do mundo. Não vejo nenhuma diminuição nos níveis de compromisso - concluiu.

Numa gravação de áudio emitida hoje pela rede "Al Jazira" e cuja autenticidade não pôde ser verificada, Bin Laden se dirige aos europeus. Ele acusa as tropas da Europa de não respeitar "os princípios morais da guerra", já que as vítimas dos bombardeios "são crianças e mulheres".

Além disso, afirmou que "a força dos americanos começou a declinar, graças a Deus, por isso eles voltarão para o outro lado do Atlântico".

O líder voltou a assumir a sua responsabilidade pelos atentados de 11 de setembro de 2001, contra Nova York e Washington, e disse que os afegãos não tiveram nenhuma implicação nos ataques. Foi a terceira mensagem de Bin Laden nos últimos três meses.