Prefeitura de Xangai nega agressões a empresários coreanos

Agência EFE

XANGAI - Um porta-voz do Governo do município de Xangai, no leste da China, negou as informações divulgadas pela agência sul-coreana de notícias "Yonhap" sobre uma suposta agressão a dois empresários sul-coreanos por seus empregados chineses, publicou nesta quinta-feira o jornal oficial "Shanghai Daily".

Segundo a agência chinesa de notícias "Xinhua", a imprensa coreana informou que os trabalhadores da fábrica de fibras têxteis Hwain Spinning haviam mantido presos sete sul-coreanos, entre eles o presidente da firma, Woo Young-pão. Além disso, dois deles teriam sido agredidos.

A versão sul-coreana é de que Woo tinha ido a Xangai para fechar a fábrica, porque com o aumento dos salários não estava mais obtendo lucros. A decisão provocou um "mal-entendido desnecessário" com os trabalhadores, que acharam que não seriam pagos pelo trabalho já realizado.

O porta-voz oficial do Governo de Xangai, Chen Qisheng, afirmou que na realidade ninguém chegou a ser agredido e que "o atraso por parte da companhia coreana no pagamento dos salários, pagamentos adicionais e previdência provocou as emoções dos trabalhadores".

A Polícia ajudou a "estabilizar as emoções dos trabalhadores" e agora a firma coreana chegou a um acordo com eles sobre o pagamento dos salários devidos, sob a supervisão das autoridades de Xangai, acrescentou Chen.