Escândalo sexual derruba ministro na Bolívia

Agência EFE

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, empossou na terça-feira o novo ministro interino de Água, Walter Valda, substituto de Abel Mamani, que caiu devido ao escândalo provocado pela divulgação de fotografias nas quais ele aparece com uma mulher nua.

Valda era vice-ministro de Bacias. O Ministério de Água foi criado por Morales em janeiro de 2006, e era chefiado por Mamani, um ex-líder da poderosa federação de juntas da cidade de El Alto.

O ex-ministro foi demitido horas depois de canais de televisão divulgarem fotografias nas quais ele aparece de olhos fechados, aparentemente embriagado e junto a uma mulher nua.

Mamani disse nesta quarta-feira à imprensa que as imagens eram uma 'montagem' e disse que havia denunciado ser vítima de uma extorsão com as fotos.

Há semanas a imprensa acusou Mamani de supostas irregularidades na gestão da empresa pública que opera o serviço de água em La Paz e El Alto, a EPSAS, que substituiu a transnacional Suez.

Antes de ser ministro Mamani havia liderado vários protestos contra a expulsão da empresa Suez de La Paz e El Alto, alegando o não cumprimento dos investimentos.

O presidente Morales disse que Mamani era 'um companheiro e irmão' que fez um bom trabalho ao dinamizar o Ministério de Água com muito poucos funcionários, mas que também lamentava muito as denúncias. Disse que ele tem agora a tarefa de esclarecer as acusações e destacou o trabalho da imprensa nas denúncias de suposta corrupção.