'Noel' deixa 38 mortos em Hispaniola e avança para as Bahamas

Agência EFE

PORTO PRÍNCIPE - Pelo menos 38 pessoas morreram na República Dominicana e Haiti devido à passagem da tempestade tropical "Noel", cujos ventos e chuvas afetaram Cuba nesta terça-feira e agora avançam em direção às Bahamas.

"Noel", na segunda-feira, chegou com ventos de mais de 75 km/h à ilha de Hispaniola, onde ficam a República Dominicana e Haiti. As chuvas fizeram os rios transbordar e causaram enormes inundações.

Além dos mortos e desaparecidos, houve danos a imóveis e plantações.

O Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana informou que o "Noel" matou pelo menos 30 pessoas no país, enquanto 15 permanecem desaparecidas. Outras 25.540 tiveram que deixar seus lares.

- A situação continua difícil em muitas partes do país. Pelo menos 10 pontes caíram e 6.385 imóveis foram afetados de alguma maneira -, disse Juan Manuel Méndez, diretor do COE.

O presidente dominicano, Leonel Fernández, ordenou a assistência aos desabrigados. Há 39 comunidades no norte e sul do país isoladas, porque linhas de eletricidade, pontes e estradas foram destruídas.

O prejuízo inclui a destruição de 95% das plantações de bananas e tomates, assim como toda a produção de cebola das províncias de Azua e Peravia.

Em Porto Príncipe, capital do Haiti, foram suspensos os vôos nacionais e internacionais e persiste o alerta vermelho. O devastador balanço do "Noel" inclui pelo menos oito mortos e quatro desaparecidos, informaram fontes da Defesa Civil.

Em Ganthier e Malpasse, na fronteira com a República Dominicana, várias pessoas podem ter morrido. Em Grand-Gonave, 50 quilômetros a sul de Porto Príncipe, 200 habitantes foram retirados, e outros 100 de Cité Soleil.

O ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aimé, membros da Cruz Vermelha e da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) estiveram em Cité Soleil avaliando os danos. O primeiro-ministro, Jacques Edouard Alexis, anunciou que o Governo adotou medidas para enfrentar as conseqüências do "Noel".

A "Rádio Rebelde" noticiou que o "Noel" causou fortes chuvas na costa nordeste de Cuba, com a retirada de mil de pessoas em Holguín e 600 na província de Guantánamo.

José Rubiera, chefe do Departamento de Previsões do Instituto de Meteorologia cubano, disse que o "Noel", a 14ª tempestade tropical da temporada, se enfraqueceu nas últimas horas, com ventos sustentados são de 60 a 70 km/h.

O Governo das Bahamas, aonde o "Noel" deve chegar nas próximas horas, mantém o aviso de tempestade tropical para o centro do arquipélago, assim como uma vigilância de furacão para o noroeste.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos recomendou que o sul do Estado da Flórida vigie atentamente a trajetória do sistema. O olho do "Noel" deve sair esta noite da costa norte de Cuba, rumo às águas do Atlântico.

Às 22h (de Brasília) de terça-feira, o olho da tempestade estava a cerca de 21,1 graus de latitude norte e 78,1 graus de longitude oeste, 40 quilômetros a sul-sudoeste de Camagüey (Cuba) e 440 quilômetros a sul de Nassau (Bahamas).