Justiça peruana absolve o 'chanceler' do Sendero Luminoso

Agência EFE

PERU - O Tribunal Penal Nacional do Peru absolveu na última terça-feira Adolfo Olaechea, que a imprensa peruana considerava o "chanceler" do Sendero Luminoso, das acusações de crimes contra a tranqüilidade pública, terrorismo e filiação ao grupo armado.

A sentença apontou que não há provas de que Olaechea, extraditado pela Espanha ao Peru em 2003, tenha militado no grupo terrorista. A promotoria apelou da decisão judicial.

O próprio Olaechea qualificou a decisão como "ridícula".

A promotora Luz Ibáñez solicitou que Olaechea fosse condenado a 25 anos de prisão e uma multa de 350 mil sóis (US$ 116 mil).

Olaechea viveu no Reino Unido durante várias décadas e era conhecido no Peru por organizar atividades "de solidariedade" ao Sendero Luminoso, grupo armado fundado por Abimael Guzmán em 1980 que desencadeou uma sangrenta guerra civil.

Em declarações à Efe, na segunda-feira, Olaechea afirmou que não era responsável por "nenhum ato de terrorismo, de nenhuma apologia ou financiamento".

A Justiça peruana arquivou em 2005 outros dois processos contra ele, pelos crimes de apologia e apoio a organização terrorista.