Promotoria manda deter sete diretores de Constituinte boliviana

Agência EFE

LA PAZ - A Promotoria do departamento de Chuquisaca, na Bolívia, emitiu na última segunda-feira ordens para deter sete membros da direção da Assembléia Constituinte, que não se apresentaram para depor apesar de duas citações, informaram diversas fontes.

O líder regional de Chuquisaca, o reitor universitário Jaime Barrón, disse que não acredita que as ordens sejam cumpridas antes do próximo fim de semana. Segundo um boletim de imprensa da Assembléia, ele espera que a demora seja um sinal de distensão no conflito sobre a Constituinte, paralisada há dois meses por causa de uma disputa regional sobre onde deve ser a capital do país.

Uma das afetadas pelas ordens de detenção é a presidente da Assembléia, Silvia Lazarte, do governista Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do presidente Evo Morales.

Os líderes regionais de Chuquisaca exigem que a Assembléia retome o debate sobre a mudança dos poderes Executivo e Legislativo de La Paz para Sucre.

Apesar ser a capital constitucional do país, Sucre só abriga o Poder Judiciário e a Constituinte.

Dirigentes de vários partidos e da direção da Assembléia voltaram a se reunir nesta segunda-feira. Eles analisaram uma opção de mudança da sede da Constituinte, descartada pela principal coligação opositora, a Poder Democrático e Social (Podemos).

O advogado dos sete diretores da assembléia, Ronny Mendizabal, disse à agência Efe que a Corte de La Paz na próxima quinta-feira analisará um recurso de habeas corpus.