Ex-chefe paramilitar colombiano admite pacto com parlamentares

Agência EFE

BOGOTÁ - O ex-chefe paramilitar colombiano Salvatore Mancuso, desmobilizado no processo de paz com o Governo, confessou ter fechado uma aliança com vários políticos do departamento de Córdoba eleitos parlamentares na legislatura 2002-2006.

Mancuso, o último chefe máximo das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), prestou depoimento à Corte Suprema de Justiça, que julga menos 14 congressistas por ligações com paramilitares, no escândalo conhecido como "parapolítica".

Citado como testemunha no processo contra o ex-membro da Câmara de Representantes Erick Morris, que está detido, ele disse que aos ex-congressistas Eleonora Pineda e Miguel Espriella, também detidos, estavam a serviço dos paramilitares.

- Quando eles foram eleitos, todos se assustaram, porque isto significava que as AUC eram capazes de pôr os congressistas que quisessem -, afirmou.

No entanto, Mancuso negou ter contatos com Erick Morris.

Dentro do escândalo da "parapolítica" foram detidos 14 congressistas, a maioria de partidos ligados ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.