Comentário de baterista do Police sobre Bachelet irrita ministra

Agência EFE

SANTIAGO DO CHILE - A ministra chilena Laura Albornoz considerou uma "aberração" um comentário machista do baterista do grupo britânico "The Police", Stewart Copeland, sobre a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

Em entrevista publicada pela revista "Wikén", do jornal chileno "El Mercurio", o músico comparou Bachelet com a recém-eleita presidente da Argentina, Cristina Fernández, e com Hillary Clinton, pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos.

- A futura presidente da Argentina já estaria boa com uma cerveja; a do Chile, com quatro; Hillary Clinton, com uma garrafa de tequila -, disse o baterista, respondendo a uma pergunta de uma jornalista chilena.

A resposta indignou a ministra do Serviço Nacional da Mulher (Sernam). "Isso é machismo", afirmou, nesta segunda-feira. Ela também criticou um jornal que reproduziu na primeira página as declarações do músico.

- É disso que falamos quando denunciamos o machismo que está presente nos meios de comunicação, na imprensa escrita, quando falamos, quando nos relacionamos. Isso nos envergonha -, afirmou Albornoz.

- Eu tomo a tarefa de representar a opinião pública quando o machismo, que está presente na nossa cultura, se manifesta de uma forma tão aberrante -, disse.

Ela acrescentou que considerou "desastrosa" a manchete do jornal.

O grupo The Police, formado por Copeland, Sting e Andy Summers, dará um show em Santiago dia 5 de dezembro. No dia 8, a banda toca no Maracanã, no Rio de Janeiro.