Justiça condena ex-dirigentes da ETA a 1.253 anos de prisão

Agência EFE

MADRI - A Audiência Nacional espanhola condenou os ex-dirigentes da organização terrorista ETA Juan Antonio Olarra Guridi e Ainhoa Múgica a 1.253 anos de prisão cada um por causa do atentado contra uma caminhonete da Marinha em dezembro de 1995, em Madri, quando seis pessoas morreram.

A Justiça espanhola, segundo a sentença notificada hoje, considera os dois autores de um crime de integração em grupo armado, de seis assassinatos consumados - os seis funcionários civis que ocupavam o veículo - e de outros 44 em grau de tentativa.

A sentença declara provado que os dois acusados integravam naquela época o "comando Madri" da ETA, que tinha três casas alugadas na capital da Espanha.

Olarra e Múgica anotaram movimentos dessa caminhonete em setembro e outubro de 1995, segundo consta uma caderneta que foi encontrada em uma das casas.

Estas informações, indica a sentença, foram utilizadas por pessoas não identificadas para cometer o atentado.

Os terroristas estacionaram no bairro de Vallecas um veículo que tinha sido roubado e do qual tinham mudado as placas e carregado com 40 a 50 kg de explosivo.

Na tarde do dia 11 de dezembro de 1995, quando a caminhonete circulava por esse local, estas pessoas não identificadas acionaram o mecanismo explosivo através de controle remoto, causando a morte de todos seus ocupantes e ferindo outras 44 pessoas.