HRW acusa Israel de aplicar castigo coletivo ilegal à Faixa de Gaza

Agência EFE

GAZA - A organização Human Rights Watch (HRW) acusou hoje Israel de aplicar um castigo coletivo à Faixa de Gaza em violação do direito internacional, após decidir limitar a provisão de energia ao território, em represália ao lançamento de foguetes contra povoados judeus.

- Israel pode responder aos ataques com foguetes por parte de grupos armados para proteger a sua população, mas somente mediante vias legais - disse a diretora da divisão do Oriente Médio da HRW, Sarah Leah Whitson, em comunicado de imprensa.

Whitson acrescentou que Israel, como potência ocupante dos territórios palestinos, não tem o direito de causar dano à população civil, ao cortar a provisão de eletricidade e combustível.

A organização lembrou que os cortes representam uma violação da lei humanitária internacional e das leis da guerra, que proíbem um Governo que controla um território reter produtos essenciais para a sobrevivência da população civil.

Israel assegurou que a intenção era reduzir a provisão de combustível entre 5% e 11%, sem afetar as cargas enviadas à única usina elétrica de Gaza.

Mas funcionários palestinos, citados pela HRW, asseguraram que o corte foi de mais de 30%.

A HRW também reiterou que o movimento islâmico Hamas, que controla o território palestino, tem a obrigação de colocar um fim aos "ataques indiscriminados" contra localidades israelenses.

Whitson assinalou que a recente decisão do Executivo israelense de declarar a faixa uma "zona hostil" não os exime de sua responsabilidade de cumprir com o direito internacional e suas obrigações como potência ocupante.